Aulas de História do Brasil

31/01/2013

Guerra da Cisplatina

Guerra travada entre o Império Brasileiro e os revolucionários platinos que lutaram pela emancipação da Província Cisplatina.

A guerra da Cisplatina teve inicio em 1825 e terminou em 1828. Ao final da guerra, o Brasil cedeu as ambições das Províncias Unidas do Rio da Plata, dando origem a uma nova nação, a República Oriental do Uruguai.

A região da Cisplatina era uma região de população predominantemente latina que foi tomada pela coroa portuguesa no período em que portugueses e espanhóis disputavam pela posse de terras no extremo sul do novo mundo.

revolução uruguaia
As coroas de Portugal e Espanha lutavam pela posse da região desde a fundação da Colônia de Sacramento em 1680.

Diversos tratados foram firmados entre os dois reinos, são eles:

Tratado de Madri (1750)
Tratado de Santo Iidefonso (1777) 
Tratado de Badajoz (1801)

No inicio do seculo XIX as possessões espanholas na América foram afetadas por diversos movimentos revolucionários pró-independência.

Em 1816, a Espanha perde o domínio sobre a região platina com a independência das Províncias Unidas do Rio da Prata.

Em 1821, o príncipe regente português, Dom João, incorpora parte do território pertencente a Províncias Unidas. O líder português batizou esta região de Província Cisplatina e a incorporou ao Reino Unido de Portugal e Algarves. O pretexto português era de que a Província Cisplatina foi tomado como herança para a sua esposa, Carlota Joaquina, por esta ser umas das herdeiras do reino espanhol.

As lideranças politicas das Províncias Unidas do Rio da Plata, não conformados com a perda da região Cisplatina, consideraram oportuno o momento de reconquistar a região quando o Brasil se separou de Portugal.

O príncipe D. Pedro abdicou ao trono português para se tornar imperador do Brasil. Em 1825, um movimento revolucionário de cunho separatista eclodiu na Província Cisplatina.

Os rebeldes cisplatinos apoiados pela Províncias Unidas do Rio da Plata deram inicio a um levante contra a dominação brasileira ao declarar a independência da Cisplatina que foi logo incorporada às Províncias Unidas do Rio da Plata.

Em reposta, o império brasileiro declarou guerra aos países unidos do Plata e iniciou a retaliação a onda revolucionaria. A resistência cisplatina era liderada por Juan Antonio Lavalleja e pelo argentino Fructuoso Rivera.

Apesar de possuir um maior contingente populacional, o império brasileiro não possuía um tropa propriamente dita. D. Pedro I, imperador do Brasil , usou nos primeiros anos do império tropas mercenárias contratadas na Europa.

A Cisplatina tinha como vantagem, o sentimento nacionalista dos rebeldes que lutavam com patriotismo e assim foi criado um pequeno exército nacional.

Tropas terrestres argentinas juntaram-se aos rebeldes cisplatinos e enquanto isso na bacia do Plata, a marinha brasileira travava uma guerra estratégica contra as embarcações das províncias unidas.

As principais batalhas da Guerra da Cisplatina foram a batalha de Sarandi, batalha de Passo Rosário e Batalha de Monte Santiago.

Em 1828, após três anos de combate, os revolucionários cisplatinos fizeram com que o Império do Brasil desistisse de continuar a guerra e conquistaram a tão almejada independência.

O Império Brasileiro passava por grandes dificuldades financeiras e por isso não pode dar continuidade as lutas. A partir dai, a província Cisplatina passou a ser uma nova nação, agora com o nome de República Oriental do Uruguai.

Na guerra, o Brasil perdeu 8 mil homens em combate além de ter gastado enormes cifras em dinheiro no esforço de guerra. Além de perder o controle sobre a província Cisplatina, o Brasil também perdeu o território dos Sete Povos das Missões.

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