Aulas de História do Brasil

20/11/2009

A Guerra dos Farrapos

A Guerra dos Farrapos ou ,Revolução Farroupilha, foi a mais longa revolta ocorrida no Brasil.
Esta guerra ensanguentou o Sul do Brasil por um período de dez anos.
O Rio Grande do Sul tinha como principal atividade econômica a agropecuária. A concorrência do gado argentino e uruguaio gerou uma grande crise econômica no território gaúcho.Revolução Farroupilha Os grandes fazendeiros e estancieiros do Rio Grande do Sul, a Elite da Região, exigiu providências do Governo Regencial. Queria eles o aumento da taxa alfandegária, o que dificultaria a entrada do produto estrangeiro no Brasil. Como não foram ouvidos, através do Partido Farroupilha, passaram a conspirar contra o Império Brasileiro.

Os militares gaúchos que antes tinham a missão de vigiar as fronteiras da região platina, agora tinham como principal foco a Revolução Farroupilha.

Em 1835 os farroupilhas liderados pelo Coronel Bento Gonçalves, atacaram Porto Alegre e em seguida empossaram um representante farroupilha na presidência da província.

Até este momento não se pensava numa revolução separatista. Os farroupilhas queriam somente que o Rio Grande do Sul passasse a ser um estado federalista, o que daria mais autonomia a província gaúcha.

Após uma roda de negociação com os farrapos, o Governo Regencial empossou José de Araújo Ribeiro como novo presidente gaúcho. Os farroupilhas seguidores de Bento Gonçalves não reconheceram Araújo Ribeiro como novo Governante do Rio Grande do Sul.

As lutas tiveram continuidade com Antônio Neto, General Farroupilha, vencendo as tropas do Império na Batalha de Seival. Em contra partida, os Caramurus (tropas imperiais), agora com a valiosa ajuda de Bento Manuel, ex-general Farroupilha, conseguiu retomar o controle de Porto Alegre.

Em 1836 o Movimento Farroupilha optou então pela separação do Rio Grande do Sul com a Proclamação da República Rio-Grandense, com capital na cidade de Piratini. Bento Gonçalves foi escolhido como presidente dos gaúchos.

Bento Manuel comandou um novo ataque contra os farrapos e conseguiu vence-los na Batalha de Ilha Fanfa. Nesta luta o próprio Bento Gonçalves foi capturado e levado como prisioneiro para o Forte do Mar na Bahia.

Passadas algumas semanas, Bento Gonçalves conseguiu escapar de seu cárcere e retornou ao Rio Grande do Sul para liderar novamente suas tropas.

Os farroupilhas com grande bravura conseguiram controlar o território gaúcho, com exceção de Porto Alegre.

Em 1838 os Farrapos estenderam a Revolução Farroupilha para a província vizinha, Santa Catarina. O General Farroupilha, David Canabarro, com a ajuda do revolucionário Italiano Giuseppe Garibaldi conseguiu controlar Santa Catarina e lá fundaram a Republica Juliana com capital em Laguna.

Garibaldi algumas décadas depois entraria para a história Italiana como um dos principais responsáveis pela unificação da Itália.
Em 1840 D. Pedro II assumiu a chefia do Império Brasileiro. O jovem Imperador buscando o fim do conflito, concedeu o perdão a todos os farrapos que baixasse as armas. Decididos a não acatar ordens vindas de um piá (criança), os farroupilhas decidiram continuar lutando.

Para contornar a situação no Rio Grande do Sul, o Império Brasileiro nomeou o seu mais brilhante militar como Comadante-das-Armas no Rio Grande do Sul, o General Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Caxias sendo um grande estrategista, venceu as principais batalhas contra os farrapos que foram; a Batalha de Poncho Verde, Cangacu, Piratini, Porangos e Arroio Grande.

Os Revolucionários Farroupilhas exaustos de tanto lutarem decidiram aceitar os acordos de paz proposto pelo Império.

No dia 1 de Março de 1845 os farrapos assinaram um tratado de paz que dava a eles o gozo da anistia. Os militares farroupilhas também foram aceitos no Exército Imperial passando ocupar os mesmos postos militares que exerciam durante a Guerra dos Farrapos.

Os escravos que lutaram na guerra também foram beneficiados com a alforria, passando agora a ser homens livres.
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